sexta-feira, 14 de maio de 2010

Decisão de Osmar Dias poderá dar novo rumo às eleições

Do Bem Paraná

Depois de dar como encerradas as negociações para uma aliança, PT e PDT retomaram ontem, as conversas para uma composição nas eleições de outubro, no Paraná. O encontro reuniu o pré-candidato pedetista ao governo, senador Osmar Dias, e o presidente nacional do do PT, José Eduardo Dutra, em Brasília. Além disso, deputados federais petistas, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também teriam participado, ao longo da manhã Capital federal, de conversas para reatar a negociação. Em pauta, a tentativa de encontrar uma saída para superar o impasse na composição da aliança entre os dois partidos.

PT e PDT vinham negociando um acordo desde o final do ano passado. As negociações empacaram porém, desde o mês passado, por conta da insistência de Osmar na indicação da petista Gleisi Hoffmann, mulher de Paulo Bernardo, como candidata a vice em uma chapa para o governo. O PDT alega que essa indicação abriria caminho para que o partido atraísse para o palanque de Osmar, outros partidos da base do governo Lula, como PMDB e PP, oferecendo vagas de candidato ao Senado. O PT, porém, não admitiu abrir mão de lançar Gleisi para o Senado.

O impasse levou o PSDB do ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa, a fazer, na última terça-feira, uma proposta formal de aliança ao PDT, oferecendo a Osmar a vaga de candidato ao Senado, e ainda a vice do tucano aos pedetistas. A reaproximação fez crescer as especulações – desmentidas por Osmar – de que ele poderia desistir de disputar o governo para concorrer à reeleição para o Senado ao lado dos tucanos. O próprio senador admitiu que sem uma aliança forte, seria difícil sustentar uma candidatura ao governo.

Temendo perder Osmar para o bloco formado pelo PSDB e ficar sem palanque para a presidenciável Dilma Roussef no Paraná, o PT recuou e decidir tentar uma última cartada para atrair o pedetista. E voltou a acenar, ainda, com a busca da adesão do PMDB – que tem o governador Orlando Pessuti como pré-candidato ao governo – a esse palanque. “O importante é que houve uma decisão de retomar as conversas por uma aliança no Paraná”, afirmou o deputado federal Ângelo Vanhoni (PT). “A impressão que eu tenho se conseguirmos colocar PT, PDT PMDB para conversar, acho que vamos superar todos os gargalos para essa unidade acontecer. Pelo menos há uma disposição para isso tanto do PT quanto do PDT”, disse ele, que prometeu procurar Pessuti e o ex-governador Roberto Requião (PMDB).
Segundo Vanhoni, a estratégia para a retomada das negociações é evitar a discussão de nomes para a cabeça de chapa. “Acho que é possível retomar em outro patamar. Procuramos não estabelecer esse ou aquele para os cargos majoritários. Nesse primeiro momento não estamos entrando na questão esse vai ser candidato a governador outro para o Senado”, explicou.

Sem culpa — Escolado pelas promessas anteriores dos petistas, de reunir em seu palanque os partidos da base do governo Lula, Osmar foi cauteloso. “O Dutra (presidente nacional do PT) me perguntou o que eu chamava de aliança para disputar a eleição. Respondi que era aquela que o presidente Lula me prometeu, com os partidos da base aliada. Mas isso já não é mais possível porque ficou difícil de ter partidos como PMDB e PP nesta aliança”, avaliou, referindo-se ao fato do PMDB ter Pessuti como candidato ao governo, e do PP estar próximo de um acordo com o PSDB de Beto Richa.

Segundo Osmar, Dutra se comprometeu novamente em procurar o PMDB em busca de uma composição. “Isso também não é novidade, já que há tempos o PT vem procurando o PMDB. É bom que fique claro que não estou culpando o PT por nada. Não quero que o PT mude de opinião”, disse.

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